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É hora do agronegócio suceder

O tema central do 6° Fórum Nacional de Agronegócios, organizado pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, e realizado em Campinas recentemente, foi: “Sucessão de empresas, das fazendas e de entidades do agronegócio”.

Sobre o tema das entidades houve uma conclusão, um legado sintetizado por Roberto Rodrigues, presidente desse fórum, atual embaixador especial da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, e ex-ministro da Agricultura.

Ele disse: “O legado deste fórum foi simples e objetivo: mostrar a necessidade de transparência e de sucessão como uma obrigatoriedade da vida, e que nas entidades do agronegócio, responsáveis pela condução dos destinos de milhões de pessoas, essa sucessão deve ser estabelecida e obrigatória dos seus estatutos. Presidências devem ser mudadas a cada dois ou três anos, no máximo, a partir de uma reeleição”.

A sucessão na vida das entidades, como das empresas e nas nossas vidas com os filhos, é um dever moral e ético. O professor e economista José Paschoal Rossetti definiu que a vida não passa de um curtíssimo espaço químico com término indefinido. Portanto, sucessão não deve ser tratada como surpresa ou anormalidade e sim com previsibilidade.

Rui Prado, o presidente da profissionalização que dirigiu a FAMATO – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso, e a Aprosoja, hoje presidido pelo conselho do SENAR, entenderam ser fundamental que a sucessão esteja presente nas entidades do agronegócio de maneira obrigatória para a própria saúde das mesmas.

Nas fazendas há hoje um retorno dos jovens ao campo com esse novo campo digital, e da mesma forma, uma geração de mulheres, assumindo papel de protagonistas nas sucessões, como foi apresentado por Carmen Perez, presidente do Núcleo Feminino de Agronegócio no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio em 2016.

Mas, é importante saber que apenas 4% das empresas do mundo todo conseguem fazer a sucessão da 3ª para a 4ª geração.

Conclusão: sucessão não se trata de saber se é preciso fazer, pois isso é obrigação e dever. É preciso começar já em todas as fazendas, empresas e entidades do agronegócio.

Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.