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O carro elétrico e eu

Os carros elétricos podem ser vistos facilmente na Europa e aos poucos alcançam a condição de produtos de massa. Tanto que na Noruega, alguns benefícios pensados para o carro elétrico já não fazem sentido. O carro elétrico, em Oslo, por exemplo, podia circular em vias exclusivas de ônibus, mas com tanto carro elétrico, essas vias estão ficando congestionadas. Não sou uma pessoa atenta a design de carros, portanto, não sei bem diferenciá-los. Logo só consigo diferenciá-los pelo ruído, mas em uma cidade, um carro híbrido roda também à eletricidade mas mesmo para mim é fácil perceber que os carros elétricos estão por todo lado, quando se vê que existem diversas estações de abastecimento públicas e todas estão com um carro plugado.

Na Suécia, aluguei um carro elétrico. É outro serviço que está bastante disseminado. Nem sempre as pessoas podem comprar um carro elétrico e, no caso europeu, com vasta oferta de serviços de transporte público, nem sempre as pessoas PRECISAM comprar um carro, seja elétrico ou não. Pois bem, mas no meu caso, além da curiosidade, eu precisava carregar malas de toda a minha família para uma casa de campo distante 5km da estação de trem. Aproveitei a desculpa para matar a curiosidade. Me cadastrei no Move About (www.moveabout.se), paguei uma quantia pequena de mensalidade para ficar sócio e mais cerca de R$70,00 por duas horas e meia do carro.

Recebi todas as instruções tanto por email, quanto por telefone, para destravar, desplugar e ligar o carro. Eu estava nervoso afinal o meu carro no Brasil embora relativamente novo (2013), nem automático é.  Em 2011, nos EUA, aluguei um carro automático e passei um dia inteiro me acostumando com o carro literalmente aos trancos. Um carro elétrico deveria ser ainda mais diferente. É de fato diferente, mas muito mais fácil e suave. Viajei 100 km (ida e volta para levar as malas) apenas controlando para não pasasr do limite de velocidade e não me perder (recusei o GPS em sueco). Tudo isso pagando bem menos que uma diária de carro (cerca de R$300, na Suécia) e ainda matei a minha curiosidade. Mas o principal é que tive a certeza de que é um caminho sem volta para a indústria. É bom a industria automobilística brasileira (que já foi chamada de carroceira) despertar...