O que é micromobilidade urbana?

Uma das expressões que mais tem pipocado na mídia, redes sociais e qualquer outro canal de conteúdo é mobilidade urbana. Em linhas gerais, ela significa uma série de ações para facilitar o deslocamento de pessoas e bens nas cidades, com o objetivo de impactar positivamente atividades econômicas e sociais no perímetro urbano. 

Quem vive em São Paulo, uma das maiores cidades do país e com um fluxo absurdo de pessoas a todo momento, pode bem imaginar o desafio de quem tenta aplicar esse conceito e ajudar empresas e pessoas nesses deslocamentos. Porém, existe um outro recorte que não deve ser ignorado por gestores e players que desejam mudar esse cenário de caos.

Gabriel Arcon é CEO da E-moving, startup de aluguel de bikes elétricas.
Foto: Divulgação 

É a chamada micromobilidade urbana. Esse termo foi utilizado pela primeira vez pelo empresário Horace Dediu, durante o Tech Festival, em Copenhagem (2017) e ele o definiu como uma nova categoria onde veículos alternativos são inseridos nas cidades e devem, como premissa, seguir alguns critérios: pensar menos de 500 kg, serem acionados por motores elétricos e serem utilizados, primordialmente, como meios de transportes.

Isso nos remete ao número de startups e ações que oferecem serviços de bikes e patinetes elétricos por todo país, arrebatando o maior número possível de adeptos até o momento. Além disso, a micromobilidade urbana é impactada positivamente pela economia compartilhada. Nesse cenário, muitas pessoas deixaram de comprar um veículo próprio e passaram a fazer uso de modais que pudessem ser compartilhados entre desconhecidos.

Tudo isso ajuda, não só em deslocamentos, mas também em impactos sustentáveis, estacionamentos e superlotação nas principais vias arteriais das cidades. Sem contar que os veículos que se encaixam com a micromobilidade urbana podem ser divididos em last miles e door to door, ou seja, o utilizado apenas no último percurso da pessoa e aquele que o ajuda em diversos deslocamentos ao longo de um dia, respectivamente. Cerca de 25% das viagens de carros realizadas atualmente são de até 3 km de distância, percurso que poderia facilmente ser percorrido por uma bike elétrica, por exemplo. Já pensou no impacto de uma frota reduzida em 25%?

Ou seja, a micromobilidade urbana chegou para ser uma aliada na missão de aliviar as tensões de deslocamentos na cidade e deve ser implementada no dia a dia. Somente assim, teremos ações efetivas para evoluções do trânsito e, claro, menor impacto no mundo que vivemos. A missão da E-Moving é tornar isso mais fácil e acessível.

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