Saúde vegetal é uma boa alternativa para a produção de hortifruticultura

Surge uma 3ª via nos processos da produção da hortifruticultura no país, e seu nome é Produção Saúde Vegetal. São produtores que assumem processos de rastreabilidade com procedimentos inteligentes, com fortificação das sementes, biosoluções e preparo de recursos humanos para uma consciência de sustentabilidade. 

Os outros caminhos são os orgânicos, os biodinâmicos, assim como a produção convencional.

Esse novo modelo que significa praticamente um novo design, um verdadeiro design innovation. Essa temática vem sendo trabalhada. Na semana passada (23/08) ocorreu em São Paulo o primeiro evento reunindo as experiências de produtores, dos quais alguns já receberam o Certificado Global G.A.P. – Good Agricultural Practices, em inglês, ou Protocolo Privado de Certificação Voluntária, com reconhecimento internacional de Boas Práticas Agrícolas.

Foto: divulgação

Edson Trebeschi, fundador da Trebeschi Tomates, apresentou o seu caso e contou sua brilhante ideia do uso de licenciamento da turma da Mônica, do Maurício de Souza, na sua produção de tomates. Ele disse que melhorou os custos e a produtividade, e assegura qualidade dentro de todo o máximo da legislação exige (sem resíduos).

Esse procedimento chama-se gestão, e ali se inicia uma nova via, um novo modelo, o de produtores da saúde vegetal. Essa saúde para ocorrer no ser humano, precisa existir primeiro nas próprias plantas, hortaliças e frutas.

O caso do produtor Altair, da AP Frutas, está no mesmo caminho; da mesma forma, o produtor Hasegawa, de Mogi das Cruzes/SP, mostrou todos os seus novos procedimentos para a busca da certificação.

A iniciativa Saúde Vegetal tem rastreabilidade pela Paripassu, com apoio do programa RAMA da Associação Brasileira de Supermercados, da Ibrahort com a Confederação Nacional da Agropecuária, da Arysta e da Abcsem.

Essa 3ª via é um autêntico design innovation aplicado no campo, e que reune o uso de uma série de conhecimentos transformando a nova agropecuária numa autêntica montadora agrotecnológica de sustentabilidade intensiva.

Conhecimento aplicado desde a semente para a saúde humana, passando pela saúde animal, com tudo tendo início no conceito da saúde vegetal. Um brinde a saúde empreendedora!

José Luiz Tejon Megido é conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.