São Paulo: 44% da bioeletricidade em 2018

Em 2018, o estado de São Paulo gerou 11.608 GWh de bioeletricidade para o Sistema Interligado Nacional (SIN), um volume 3% inferior ao de 2017, mas que ainda permitiu ao estado liderar com sobra o ranking de geração de bioeletricidade para o SIN, representando 44,1% do total no ano passado.

A informação está em levantamento recente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), com base em dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os valores incluem não somente a geração de bioeletricidade pelo setor sucroenergético mas também em outros setores da economia e por diferentes tipos de biomassa.

Zilmar José de Souza é gerente de Bioeletricidade da Unica e professor da FGV.
Foto: Divulgação

A segunda colocação permaneceu com Mato Grosso do Sul, com 4.369 GWh de bioeletricidade ofertados para o SIN, um crescimento significativo de 19,8% em relação a 2017, levando o estado a representar 16,6% do total de bioeletricidade exportada para o SIN em 2018.

O estado de Minas Gerais ficou com a terceira posição no ranking, gerando 3.235 GWh para a rede em 2018, um valor 8,3% superior ao de 2017, representando 12,3% do total de geração da bioeletricidade ofertada para o SIN em 2018.

Os estados de Goiás e Paraná fecharam o ranking dos estados mais representativos na geração de bioeletricidade para a rede, produzindo 2.704 GWh e 1.632 GWh, respectivamente, participando cada com 10,3% e 6,2% da bioeletricidade ofertada para o SIN em 2018.

A produção total de bioeletricidade destes cinco estados foi de 23.548 GWh, representando quase 90% de toda a bioeletricidade ofertada para o SIN em 2018. Isto mostra a importância do setor sucroenergético, pois estes são também os principais estados produtores de cana-de-açúcar no país. Na safra 2017/18, a produção somada desses estados representou 90% da moagem de cana-de-açúcar no país.

Essas informações também mostram como é significativa a geração de bioeletricidade para o país e, especificamente, para o estado de São Paulo, que, em 2018, importou 57% da energia elétrica consumida pelo seu mercado.

Em 2018, o consumo total de energia elétrica no estado de São Paulo foi de 131.978 GWh e a geração de energia no estado produzida para o sistema de transmissão foi de 56.657 GWh. Considerando que a bioeletricidade produzida em São Paulo para o SIN foi de 11.608 GWh, isto foi equivalente a 20,5% do total de geração pelo estado para o sistema!

Ainda, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, com 18.917.329 unidades consumidoras, somente no mês de dezembro de 2018, as distribuidoras de energia elétrica que atuam no estado de São Paulo atenderam a um consumo de eletricidade correspondente a 11.206 GWh, ou seja, a bioeletricidade gerada para o SIN em São Paulo, no ano passado, foi suficiente para atender um mês inteiro de consumo de energia elétrica no estado de São Paulo.

A partir de dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), calcula-se que são aproveitados apenas 15% do potencial da bioeletricidade para o SIN. Portanto, que a melhora no ambiente de negócios para a bioeletricidade, nos próximos anos, estimulando o investimento, possa contribuir para acelerar o desenvolvimento desta fonte de geração estratégica, diminuindo o hiato entre a produção efetiva de bioeletricidade e seu potencial técnico de geração para o Sistema Interligado Nacional.

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