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Baixada Santista se prepara para o Plano Regional de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos

Os resíduos domiciliares de nove municípios da Baixada Santista, que fazem parte do projeto de criação do Plano Regional de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos (PRGIRS), foram analisados pelo Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O estudo apontou que as cidades com maior geração de resíduos úmidos (ou seja, orgânicos, rejeitos e sobras) foram Santos (72%), São Vicente (65%), Cubatão (64%), Mongaguá (63%) Peruíbe (61%) e Praia Grande (60%).

A análise é feita para conhecer o percentual de cada componente presente em uma massa de resíduos e avaliar o potencial regional de reciclagem. A composição gravimétrica da geração média dos municípios da Baixada Santista apontou ainda uma predominância de materiais orgânicos (42%), vindo a seguir plástico (19%), rejeitos (17%), têxteis em geral (5%), papel (5%) e papelão (4%).

O levantamento do IPT revelou que as cidades de Bertioga (55%), Guarujá (55%) e Itanhaém (54%) como aquelas de menor geração de resíduos úmidos. Estes números representam a campanha de amostragem realizada pelo IPT na coleta regular de lixo durante a alta temporada (fevereiro de 2017).

Em abril de 2017 também foi realizada mais uma campanha de amostragem na Baixada Santista, que possui uma área de 2.420 quilômetros quadrados e abriga 1.765.431 habitantes, segundo dados da Fundação Seade de 2016. Essa segunda campanha foi realizada nas cooperativas de reciclagem, para os resíduos provenientes da coleta seletiva: os principais materiais presentes foram papelão (17%), vidro (15%), papel (11%) e metais ferrosos (6%).

“Com exceção de Cubatão e São Vicente, que não possuem áreas de transbordo, foram obtidas amostras representativas de todos os setores, atingindo assim, uma abrangência de 100% da coleta”, explica a Pesquisadora Fernanda Peixoto Manéo, do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT.