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Estocolmo tenta aprimorar digestão anaeróbica de resíduos alimentares

A planta de biometano a partir de resíduos alimentares de Huddinge, ao sul de Estocolmo, abre nova frente na gestão de resíduos sólidos. Depois de anos sem aproveitar o potencial de geração de biogás a partir de resísuos alimentares e produzindo biogás apenas a partir do lodo de esgoto, a capital sueca corre atrás das demais cidades suecas que já se encontram bastante avançadas no quesito. Para tanto, foi fundamental a inauguração da planta da Scandinavian Biogas, no município vizinho de Huddinge, há dois anos. 

A planta capaz de processar 70 mil toneladas anuais de alimentos atualmente processa 55 mil toneladas, mas tem o reforço de 5 mil toneladas de glicerol e gordura para gerar 8 milhões de metros cúbicos de biometano pronto para rodar ônibus e caminhões da região. 

Além do biometano, a planta é capaz de produzir 80 mil toneladas de líquido biofertilizante de grande interesse dos agricultores. As grandes distâncias (e seu impacto nos custos) a serem percorridas pelo fertilizante natural, entretanto, é um desafio para a empresa, que já é capaz de secar as 80 toneladas com teor de sólido de apenas 5% em 14 toneladas de 27% de teor sólido. Um recém-adquirido evaporador consegue ainda recuperar mais 6 mil toneladas de concentrado e reusar a água para evitar custos com efluentes.

Tecnicamente a planta inaugurada há dois anos já funciona de maneira bastante eficiente, com um rendimento excelente de um metro cúbico de biometano 98% obtido a cada 4,5 kg de resíduos e no último trimestre começou a recuperar os investimentos. O desafio agora, segundo Carl Tullberg, Gerente de Negócios da Scandinavian Biogás, é aumentar a quantidade de restos alimentos processados, para tanto é preciso melhorar a separação de resíduos alimentares no município.