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Lucas Ribeiro: "A discussão não gira mais em torno de ser o melhor do mundo e sim ser o melhor para o mundo"

Localizada em Mendocino, Califórnia, Estados Unidos, a Fetzer, que compõe o portfólio da vinícola Concha y Toro, desenvolve ações com foco na reutilização de água, reaproveitamento de resíduos, redução de emissões e uso de energias renováveis. Foi a primeira do segmento a obter a certificação Zero Waste, que reconhece empresas que lidam com resíduos de forma responsável desde a produção até a reutilização.

Em 2016, a empresa implantou um sistema de tratamento que utiliza microorganismos para remover os contaminantes da água utilizada no vinhedo. Esse processo regenerativo requer frações da energia utilizada no processo tradicional, e a vinícola californiana foi a primeira dos Estados Unidos a processar 100% da sua água por meio dessa tecnologia, reaproveitando mais de 15 milhões de galões anualmente.

"A disponibilidade de água na Califórnia e no mundo é uma preocupação constante devido às mudanças climáticas", afirma Lucas Ribeiro, Brand manager da Fetzer Brasil. "A missão da vinícola é restaurar ecossistemas e comunidades, enquanto produz vinhos de alta qualidade, promovendo a saúde e bem-estar dos colaboradores, clientes e demais stakeholders".

Quase 100% da energia utilizada no vinhedo, ano passado, foram provenientes de fontes renováveis e, o restante foi compensado com a utilização de Recs (Renewable Energy Credits), que basicamente, é a compra de energia limpa. "Projetos de eficiência energética reduzem os custos operacionais a longo prazo e permitem investimentos em novas tecnologias e práticas inovadoras", avalia Ribeiro.

Além de reutilizar a água e investir em projetos de eficiência energética, a empresa tornou-se, em 2014, a primeira empresa de vinho do mundo a receber a certificação Zero Waste do U.S Business Council. Em 2016, a companhia atingiu a marca de reaproveitamento de resíduos de 99,2%, por meio de uma série de práticas que incluem compostagem das cascas e sementes das uvas e reaproveitamento nos vinhedos, bem como reciclagem de materiais durante o processo produtivo.

"Essas corporações de mais de 130 segmentos da indústria e 42 países se uniram com um único objetivo: redefinir o que é sucesso nos negócios", disse Ribeiro. "A discussão não gira mais em torno de ser o melhor do mundo e sim ser o melhor para o mundo".