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Parceria inédita reforça a sustentabilidade na produção de soja no Mato Grosso

Líder em grãos no país, a produção da safra 2016/2017 no Estado do Mato Grosso foi elevada em 31,2 milhões de toneladas, representando um incremento de mais de 3 milhões de toneladas ante à safra 15/16, segundo estimativa recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). A produção do estado corresponde a 27% da soja brasileira e 9% da mundial.

Em busca de uma produção mais sustentável, produtores do Mato Grosso têm a sua disposição, desde 2011, o Soja Plus, um programa de gestão socioambiental e econômica da propriedade rural , idealizado e implementado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

No final de julho, em Sorriso/MT, uma nova etapa do programa foi lançada em parceria com a Iniciativa de Comércio Sustentável (IDH): o Projeto “Melhoria Contínua para uma Área de Abastecimento Sustentável”. Um dos objetivos do projeto é apoiar a performance ambiental dos agricultores, auxiliando na recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

“A IDH irá apoiar o Soja Plus em seu pilar ambiental, trazendo informações atualizadas para os produtores que buscam adequação de suas propriedades em relação ao Código Florestal. E além disso, temos como objetivo tornar o programa como o novo passaporte europeu da soja no Mato Grosso. Com essas ações, sabemos que os mercados externos irão reconhecer cada vez mais os esforços do produtor para a produção de soja responsável”, explica Daniela Mariuzzo, Líder do Programa de Territórios da IDH no Brasil.

Visando trabalhar com 200 produtores e com um aporte disponível de R$2 milhões, o projeto é destinado a propriedades de Sorriso e outros oito munícipios, em seu entorno: Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Sinop, Tapurah e Vera.

“O lançamento do projeto é apenas o primeiro passo concretizado de uma negociação construída com muitos detalhes. É o começo de algo que acreditamos que será maior, devido a demanda que tem crescido pelos produtores em adequar suas propriedades ao Código Florestal e onde aplicável, implementar restauros em propriedades”, conclui Mariuzzo.