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Tecpar vai ampliar a geração de energia limpa para compensar emissões de GEE

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) realizou um levantamento e descobriu que quase 90% das emissões de gases do efeito estufa (GEE) - gerados pelas atividades da instituição - são referentes ao consumo de energia elétrica. Para mitigar essas interferências no meio ambiente, a instituição toma algumas medidas, como produzir 0,5% da energia elétrica consumida, e o plano agora é ampliar a produção de energia limpa.

O Tecpar realizou seu Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), documento que contabiliza as emissões de todos os gases do efeito estufa emitidos pelo instituto ao longo de 2016. "Com o relatório, baseado no Protocolo de Kyoto, a empresa passa a contabilizar e informar de forma transparente as suas emissões para poder, assim, desenvolver ações focadas em minimizar o impacto ambiental gerado pela organização", explica o Diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do instituto, Reginaldo Joaquim de Souza.

O documento mostra que, além do consumo de energia elétrica, outras emissões são de combustão estacionária (como a queima de combustíveis usados em equipamentos como caldeiras, por exemplo) e móvel (como as emissões de veículos). O inventário agora vai ser protocolado na Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, como parte do Registro Estadual Público de Emissões, da Política de Mudanças Climáticas.

A plataforma de energias inteligentes do programa Smart Energy Paraná, cuja secretaria executiva é realizada pelo Tecpar, reúne painéis de energia solar, um gerador de energia eólica e uma estação solarimétrica. Ao longo do ano de 2016, essa plataforma, já integrada à rede do instituto e também ao Sistema de Organização Nacional de Dados Ambientais (Sonda), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), produziu cerca de 0,5% de toda energia consumida pela empresa. "É um primeiro passo. Agora planejamos ampliar nosso parque de energias renováveis para, com o passar do tempo, aumentar a participação de energia limpa no consumo da empresa", salienta Souza.

Compensação ambiental

Uma das obras mitigatórias de impacto ambiental foi a revitalização do lago do campus CIC, que deu origem ao Espaço Futuro. A revitalização foi necessária porque o lago antigo recebia uma ligação externa de esgoto e, por essa razão, foi assoreado e se tornou um ambiente impróprio para a fauna local. Com a melhoria, a água do lago voltou a se tornar própria para ser a casa de animais silvestres.

A comunidade vizinha, na Cidade Industrial de Curitiba, o novo lago do Espaço Futuro cumpre ainda o papel de reservatórios d"água, ajudando na contenção de água das chuvas e funcionando como tanques-pulmão. A revitalização duplicou a capacidade de armazenamento e colaborou, dessa forma, com a minimização de inundações nas imediações.

O Plano Diretor do campus CIC prevê ainda a implantação de um Corredor Ecológico, que vai se tornar outra área de preservação ambiental no campus. O corredor vai funcionar como um parque linear, com 20 metros de largura, e vai contornar o instituto, por dentro, integrado a uma pista de caminhada.