Com impactos da greve dos caminhoneiros, produção na indústria de base florestal só deve ser normalizada em um mês

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), associação que representa o setor de florestas plantadas para fins industriais e constituída pelas indústrias de celulose, papel, pisos e painéis de madeira e outros produtos madeireiros, informa que a maioria das plantas de celulose do setor foi obrigada a parar sua operação por alguns dias em decorrência da greve dos caminhoneiros. Segundo dados da consultoria especializada em celulose e papel, Hawkins Wright, os 10 dias de paralisações devem ter gerado um déficit de produção de celulose da ordem de 280 mil toneladas.

Foto: divulgação

As barreiras e bloqueios nas rodovias e trevos de acesso impactaram na paralisação de diversas unidades do setor que conta com operações distribuídas por 21 estados entre mais de 600 municípios, com interrupção do transporte de madeira das plantações até as fábricas. Dois outros pontos levaram plantas a parar suas operações por dias: a impossibilidade de receber insumos, como produtos químicos, necessários ao processo de produção e o esgotamento de estoques de alimentos o que afetaria a alimentação dos funcionários.

Segundo a presidente da Ibá, Elizabeth de Carvalhaes, com o fim da paralisação, as unidades estão voltando gradativamente a produzir. “O setor conseguirá retomar o nível de produção normal em quatro semanas. Na cadeia produtiva que depende da celulose, esse retorno à normalidade pode levar ainda mais tempo do que um mês”.

Além da produção, os envios de produtos para o mercado externo também foi afetado. Apesar do setor brasileiro de celulose trabalhar em média com um estoque de celulose de 30 dias, o envio da celulose aos portos apresentou grande retração. Com forte presença na balança comercial brasileira, o setor, incluindo pisos, painéis, celulose e papéis, exporta em média, por dia, US$ 22 milhões. Em 2017, foram US$ 8,5 bilhões.

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