White Martins desenvolve sistema de realidade virtual para mapeamento de plantas

A tecnologia – composta de uma câmera acoplada ao capacete de uma pessoa que se encontra no campo, óculos de VR (virtual reality, em inglês) e servidor para armazenamento de conteúdo – já foi aplicada para mapeamento de três plantas da companhia: Ouro Branco (MG), Pecém (CE) e Três Lagoas (MS), além de uma unidade de enchimento de cilindros em Duque de Caxias (RJ).

Para fazer o mapeamento da planta, o engenheiro da companhia faz uma visita, com prazo médio de dois dias, e as imagens são capturadas por uma câmera no capacete de segurança do profissional. A partir do download desses arquivos, é preparado um portal em HTML5 que permite a navegação pelo ambiente da planta. “Organizamos mapas com toda a infraestrutura da unidade: vaporizadores, gasodutos, compressores, bombas, itens de refrigeração e sala elétrica”, comenta o engenheiro Reginardo Junior, um dos idealizadores do projeto na White Martins.

Crédito/Foto: Divulgação

Após esta etapa, com os mapas já organizados por especialistas da companhia, equipes de engenheiros utilizam os óculos de realidade virtual para avaliações remotas em conjunto. “Implantamos este projeto há somente cinco meses e seus resultados já podem ser verificados em escala global. Em nossa intranet, disponibilizamos os detalhes do mapeamento para outras operações de nossa controladora Praxair em todo o mundo. Por exemplo, a geometria da estrutura de suporte dos vaporizadores da unidade de Ouro Branco já está sendo implementada no Canadá em virtude deste compartilhamento de expertise”, indica Reginardo.

Antes da aplicação desta tecnologia, era necessário deslocar um time de engenheiros por todo o país, pelo menos três vezes ao longo de cada projeto, para fazer inspeções e analisar itens como segurança, montagem eletromecânica e aceite da obra. “Estamos trazendo esta aplicação – muito utilizada em outros setores, da medicina aos games – para a área industrial. Ela já promoveu uma série de benefícios para a área de engenharia de nossa empresa, com potencial de redução de 70% nos custos de viagem e de 50% no tempo de tomada de decisões. Além disso, permite que 60% de nossa equipe não precise estar em campo, porque podemos identificar oportunidades de ajustes e ganhos de desempenho remotamente”, disse a engenheira e líder de produtividade responsável pelo projeto na White Martins, Marcela Silva.

O equipamento também tem sido aplicado para capacitar jovens engenheiros da empresa, logo no início de suas carreiras, em relação à infraestrutura de uma planta de produção e separação de gases. “Profissionais de outras áreas da companhia com função administrativa e que nunca estiveram em nossas fábricas passam a entender melhor nossa operação e ganham mais sinergia com nosso trabalho. Já temos mais de 800 acessos ao equipamento e mais de 9 mil cliques em nosso dashboard de mapas na intranet”, conclui Reginardo.

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