Agropalma implanta agricultura 4.0 na produção de óleo para reduzir custos e maximizar resultados com qualidade

Inovação adotada pela Agropalma tem provocado profundas mudanças no modelo de trabalho do processo agroindustrial da palma, que passa agora a colher, transportar e processar o óleo em três turnos. A modernização no processo produtivo iniciou com a implantação do Programa Agricultura 4.0 - desde o plantio de mudas até a extração do óleo - para rastrear toda a cadeia produtiva, incluindo pequenos produtores e os advindos da agricultura familiar, responsável por 30% da produção. Com o intuito de aprimorar o programa, a empresa irá inaugurar, no próximo dia 14 de março, em Tailândia, no Pará, o Centro de Operações Integradas (COI) para sincronizar as áreas que vai gerir todo o fluxo operacional do campo até a indústria. 

Alinhada ao conceito de Indústria 4.0, a conexão entre máquinas, sistemas e pessoas na Agropalma inclui contagem de plantas; identificação de doenças e anomalias; uso de drones; inteligência artificial para a previsão do plantio e da produção; blockchain; distribuição de adubos; e aplicação de químicos de forma localizada.

Foto: Divulgação

O gerente de Pesquisa & Desenvolvimento agrícola da Agropalma, Adriano Bastos, conta que a mudança é fruto da observação de outras produções agrícolas pelo mundo: “Saímos em busca de soluções e como não havia nada equivalente na cultura da palma, identificamos alternativas presentes em outras áreas que pudessem ser adaptadas. A novidade é uma conjunção de ideias que pudemos observar no Brasil, Nova Zelândia, Estados Unidos e Alemanha.”

O avanço tecnológico permitirá um ganho estratégico e a determinação de forma planejada em todas as áreas diretas de operação. “No COI por exemplo, teremos um vídeo wall de 100 polegadas. Por meio dele, conseguimos acompanhar as frentes de colheita, tratores, caminhões, ônibus, indústrias, balança etc., bem como corrigir erros de trajeto, monitorar perdas e integrar áreas para resoluções imediatas de desvio. Com isso, distribuímos melhor a produção para processar o fruto sem interrupções, 24 horas por dia”, disse Bastos.

De janeiro a novembro do ano passado, o carreamento de frutos em três turnos, aliados à rastreabilidade do processo e suas correções, permitiram à Agropalma uma economia de 68 mil litros de diesel e a diminuição em 30% de tratores na colheita dos frutos até a planta industrial.

O aprimoramento logístico representará também melhorias na qualidade do óleo de palma extraído, uma vez que agora é possível executar a colheita, o transporte e processamento no momento ideal de maturação ótima do fruto para produção do óleo.

A inovação tecnologígica já despertou o interesse da Indonésia, país que disputa com a Malásia o primeiro lugar na produção de óleo de palma do mundo.

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