Banco do Brasil vai economizar R$ 82 milhões com usina solar

A EDP vai construir, na cidade de Januária, norte do estado de Minas Gerais, uma usina solar de 5 megawatts-pico (MWp) para o Banco do Brasil. Isso é o suficiente para gerar 11 GWh/ano, o que corresponde ao abastecimento de 4,5 mil residências com consumo médio de 2.400 kWh/ano. A iniciativa permitirá ao banco poupar cerca de R$ 82 milhões em um período de 15 anos. A entrega da usina está prevista para o segundo semestre de 2019.

Localizado em uma área de aproximadamente 150 mil metros quadrados, o empreendimento contará com mais de 15 mil painéis fotovoltaicos e fornecerá energia 100% renovável para 58 agências do Banco do Brasil no estado mineiro. Levando em consideração o consumo anual proveniente de energia limpa, será possível evitar a emissão de mais de 1 mil toneladas de CO2, o equivalente ao plantio de mais de 7 mil árvores. Além da grande relevância ambiental, a usina proporcionará uma economia de 58% na conta de energia dessas unidades.

Foto: Página Sustentável

Nos próximos anos, a expectativa do Banco do Brasil é de construir outras duas usinas em Minas Gerais, além da expansão do modelo para os estados de Goiás, Distrito Federal, Pará, Maranhão e Bahia.

Para o diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do BB, Nilson Martiniano Moreira, a usina solar do BB irá reduzir o impacto ambiental das atividades do banco e contribuir para a cultura do uso responsável de recursos naturais: "Projetos como esse reafirmam o compromisso do banco na adoção de ações que envolvem todos os aspectos da sustentabilidade e de critérios socioambientais em seus processos, práticas e negócios".

Mercado de energia solar

Segundo estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Minas Gerais é o estado com a maior infraestrutura de geração de energia solar distribuída (22,9% do total). A pesquisa mostra que os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica com 44% do total, seguidos pelos consumidores residenciais (38%) e industriais (8,4%).

Ainda de acordo com a associação, a capacidade instalada nacional em energia solar – centralizada e distribuída – deve alcançar a marca de 2,5 GW em 2018, um aumento de 115% quando comparada aos 1,15 GW do fim de 2017.

No primeiro semestre, a EDP também assinou com o Banco do Brasil o maior projeto de comercialização de energia do país na modalidade varejista. A parceria vai atender 24 unidades consumidoras da instituição, entre elas dois edifícios estratégicos em Brasília, centros de processamento e os maiores prédios corporativos do grupo em todas as regiões brasileiras. Com a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), o Banco do Brasil poupará cerca de R$ 50 milhões em um período de cinco anos, o equivalente a mais de 30% de economia na conta de energia dessas unidades.

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