Brasil é campeão mundial na reciclagem de latinhas

Em cada segmento industrial, a sustentabilidade conquistou espaço. Apesar dos diferentes meios e fins, pontos comuns atingem empresas conscientes do dever junto ao meio ambiente. A utilização de recursos renováveis e formas sustentáveis de produção são algumas delas. O alumínio é um material vital e que mantém o mundo moderno em movimento. Em ações de combate à agressão ao meio ambiente, todos os processos do alumínio, tanto primários, secundários e finais, têm recebido atenção sustentável.

No Brasil, o alumínio pode ser considerado de origem "verde", justamente por vir de uma matriz energética limpa e renovável e ser um material que oferece possibilidade de reciclagem absoluta. O país detém reserva do elemento químico em escala mundial, a terceira maior do planeta, com 2,6 milhões de toneladas. É o décimo primeiro produtor de alumínio primário, precedido pela China, Rússia, Canadá, Emirados Árabes, Índia, Austrália, Noruega, Bahrein e Estados Unidos. De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), somos o terceiro produtor de bauxita, atrás da Austrália e China, e terceiro produtor de alumina, atrás da China e Austrália.

Foto: Página Sustentável

Desde a década de 50, quando foi instalada no país, a indústria do alumínio é referência mundial, da extração à reciclagem, em aspectos social, econômico e ambiental. Benjamin Sanossian, que dirige há 32 anos uma das mais tradicionais fábricas nacionais do setor, a Alumínio Globo, empresa que carrega mais de seis décadas de história, afirma como sua empresa tem gerido práticas sustentáveis.

"Uma das nossas vantagens mais sustentáveis é, sem dúvida, o fato do nosso alumínio ser produzido a partir de hidroeletricidade, uma fonte de energia limpa e renovável, o que diminui consideravelmente as emissões atmosféricas. E não é apenas na produção que temos diferenciais, o Brasil tem um dos maiores índices de reciclagem do metal no mundo. Esses dois pontos fazem com que o alumínio produzido aqui tenham uma pegada de carbono menos que os de outros países, que, quase sempre, tem alumínio produzido a partir de fontes fosseis", ressalta o diretor executivo.

A reciclagem do alumínio tem impactos positivos no meio ambiente, como a redução de uso de energia e de consumo de recursos naturais não renováveis, como a bauxita. O índice brasileiro, no reaproveitamento de latas de alumínio, é de 98,4% enquanto no restante do mundo apenas 75% destas embalagens são recicladas. "A reciclagem de latas de alumínio no Brasil é referência para países de primeiro mundo, há 14 anos o Brasil está nesta posição", acrescenta Sanossian. Só em 2014, de 294,2 mil toneladas de latas vendidas e 289,5 mil toneladas eram recicladas.

Já na relação entre sucata recuperada e consumo doméstico, o ranking dos três primeiros países é ocupado pelo Reino Unido (52,9%), Itália (51,6%) e Espanha (48,3%). O Brasil tem uma média de 46% de aproveitamento e está em 4º lugar no mundo, a frente de potenciais industriais como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Os dados são da Aluminum Statistics Review 2015 – The Aluminum Association, com cálculo da Abal.

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