CCEE esboça PLD médio em R$ 293 MWh para 2018

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apresentou, na segunda-feira (29), a análise do comportamento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) durante o mês de outubro e início de novembro. O PLD médio para 2018, no submercado Sudeste/Centro-Oeste, foi reduzido em R$ 18/MWh frente à projeção apresentada no último evento, ficando em R$ 293/MWh. A realização de afluências acima do esperado para outubro, início do período úmido, contribui diretamente para a queda do preço.

De acordo com Humberto Alencar, da gerência de preços da CCEE, o período úmido de 2018, ao contrário do que ocorreu nos últimos anos, iniciou conforme esperado historicamente e apresentou afluências mais positivas, principalmente nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul.

Foto: Página Sustentável

Em outubro, as afluências registradas no Sistema Interligado Nacional (SIN) superaram a Média de Longo Termo (MLT) com índices em 107% no Sudeste e em 113% no Sul, permanecendo abaixo da média no Nordeste (40%) e no Norte (69%). As projeções para novembro indicam cenário similar, com ENAs (Energia Natural Afluente) em 109% da média no Sudeste e em 103% no Sul, além da melhora dos índices no Nordeste (60%) e no Norte (78%).

"Ao longo de outubro, observamos uma recuperação bastante significativa nos níveis dos reservatórios do Sul que apresentavam 72,2% de armazenamento em 28/10, ou seja, índice 23,8 p.p. superior ao início do mês", ressalta Alencar. Nos demais reservatórios do sistema, há reduções de 2,6 p.p. no Sudeste (20,4%), 2,7 p.p. no Nordeste (26%) e de 12,2 p.p. no Norte (28%), variações dentro do esperado para o mês.

Dentro desse cenário mais otimista de afluências e armazenamento, o PLD médio de outubro fechou em R$ 271,83/MWh com reduções ao longo das semanas do mês e também na primeira semana de novembro, ao ser fixado em R$ 142,40/MWh em todos os submercados.

A expectativa para o fator de ajuste do MRE em 2018, revista para 81%, com índices em 67,5% para outubro e em 77,9% para novembro. Quando a projeção do MRE é ligada à repactuação do risco hidrológico, que considera a sazonalização "flat" da garantia física, aponta índices de 78,5% e 85,6%, respectivamente.

O impacto financeiro da análise do MRE, em um cenário hipotético de 100% de contratação da garantia física, caiu para cerca de R$ 35 bilhões ao ano, sendo R$ 22 bilhões referentes ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e R$ 12 bilhões ao Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Já os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) devem alcançar R$ 102 milhões em outubro, influenciado pela segurança energética na primeira semana operativa do mês e restrição por reserva operativa de potência no Nordeste. Em novembro, a expectativa é de R$ 56 milhões, valor referente apenas ao acionamento de usinas no Norte por conta da restrição operativa.

Calendário 2019
Mudanças do clima estão tornando os incêndios maiores, mais quentes e perigosos
Solvay inaugura fábrica no Brasil e amplia participação na química sustentável
Mulheres, inovação e protagonismo