Centro-Sul registra recorde de vendas de etanol hidratado em janeiro

O volume de etanol hidratado comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul somou 960,79 milhões de litros na segunda quinzena de janeiro de 2019. Trata-se de um crescimento de 32,34% em relação a quantidade observada no mesmo período do ano anterior (725,99 milhões de litros). Os dados são da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

No total de janeiro, as vendas de hidratado atingiram 1,83 bilhão de litros, maior valor já registrado para o primeiro mês do ano, com alta de 32,45% na comparação com janeiro de 2018 (1,38 bilhão de litros). No mercado nacional, o volume de hidratado vendido pelos produtores supera 2 bilhões de litros, visto que a região Norte-Nordeste registrou a comercialização de 185,55 milhões de litros no mês.

Foto: Divulgação

“Para o mercado brasileiro, esse volume vendido é surpreendente se considerarmos que ele supera em 2,16% o montante comercializado em dezembro e, mais importante, que em janeiro historicamente se registra queda média de 13% no consumo total de combustíveis leves”, explicou o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

Os números reforçam a tendência apontada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que indicaram recorde de consumo de etanol hidratado no Brasil em 2018, com 19,38 bilhões de litros comercializados no mercado interno. O volume vendido no país no último ano aumentou 42,1% em relação a 2017, com crescimento próximo a 6 bilhões de litros.

“O mercado de etanol hidratado aquecido durante a safra refletiu a alta competitividade do renovável frente a gasolina na maior parte do mercado consumidor, inclusive nas localidades onde a relação de preços entre eles usualmente não era favorável ao biocombustível”, disse Rodrigues.

Com efeito, a paridade (relação de preços de bomba entre etanol hidratado e gasolina) média observada no Brasil atingiu 66% em 2018. Como consequência, a participação total do etanol (hidratado e anidro) na matriz de combustíveis leves (Ciclo Otto) saltou, em termos energéticos para 46,1% - a maior registrada no mercado nacional desde 2009.

Segundo dados apurados pela ANP, o cenário de preços atrativos se manteve em janeiro e nos primeiros quinze dias de fevereiro deste ano. “Essa condição oferece boas perspectivas de vendas do biocombustível durante os próximos meses de entressafra”, acrescentou Rodrigues.

Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor, verificou-se queda de 9,1% no preço líquido da gasolina na refinaria e de 12,5% no preço praticado pelos produtores na comparação entre janeiro de 2019 e o mesmo mês em 2018. Apesar desse movimento, o preço de bomba da gasolina no mesmo período registrou incremento de 1,5% e o valor pago pelo hidratado caiu 8,1% aos consumidores.

“O preço do hidratado mais vantajoso decorre da maior oferta do biocombustível nessa entressafra, com benefícios econômicos e ambientais ao consumidor paulista”, concluiu o executivo da Unica.

No caso do etanol anidro, as vendas domésticas alcançaram 370 milhões de litros nos últimos quinze dias de janeiro, indicando recuperação de 13,68% em relação à primeira quinzena do mês. No acumulado mensal, o volume comercializado em janeiro totalizou 695,48 milhões de litros, aquém dos 764,81 milhões de litros verificados no mesmo período de 2018.

Entre abril de 2018 a 1º de fevereiro de 2019, as vendas de etanol pelo Centro-Sul somaram 25,69 bilhões de litros – 18,06 bilhões de litros de etanol hidratado e 7,63 bilhões de litros de etanol anidro. Deste total, 1,39 bilhão de litros foram para exportação e 24,29 bilhões ao mercado interno. As vendas domésticas de hidratado atingiram 17,49 bilhões de litros na safra 2018/2019, crescimento de 35,10% sobre o último ciclo agrícola.

 

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