Clariant vai produzir etanol 2G na Romênia

A primeira planta industrial para a produção de etanol celulósico, a partir de resíduos agrícolas, na Romênia, comprova a viabilidade dos biocombustíveis de segunda geração (2G) para tornar a matriz energética mais sustentável. De acordo com a Clariant, a fábrica - entrará em operação em 2020 - terá capacidade para produzir anualmente 62 milhões de litros do combustível renovável utilizando uma tecnologia chamada Sunliquid, desenvolvida pela empresa e que vem se consolidando desde 2015.

Foto: divulgação

O consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc, explica porque a tecnologia 2G é chave para tornar o etanol ainda mais competitivo e atender à crescente demanda por biocombustíveis no Brasil e no mundo: “Os biocombustíveis 2G serão estratégicos no âmbito do Acordo de Paris, em que 190 países assumiram metas de redução das emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas. Haverá, portanto, a necessidade de substituir, impreterivelmente, fontes poluidoras (gasolina e diesel) por energias alternativas. E neste sentido, o etanol é o combustível líquido preferido para cumprir este papel, algo já reconhecido por entidades globais como a Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena)”, afirma Alfred.

No Brasil, a Raízen foi pioneira na fabricação de etanol celulósico a partir da palha e do bagaço de cana. Em 2014 iniciou a produção comercial em uma fábrica localizada em Piracicaba (SP), com capacidade instalada para 42 milhões de litros de etanol ao ano. O especialista da Unica observa que, no país, o uso de processos biotecnológicos capazes de transformar resíduos agrícolas ou urbanos em energia renovável devem ganhar ainda mais força com a implementação da Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio.

“As metas de redução de emissões de gases de efeito estufa estabelecidas pelo RenovaBio [10% até 2028] vão estimular a produção de etanol, que deverá atingir 47 bilhões de litros em 2030. Neste contexto, inovações tecnológicas como o 2G e novas variedades de cana, incluindo a transgênica, farão uma enorme diferença”, enfatiza Alfred.

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