Condomínio investe em tratamento de recursos hídricos sem química

A Agência Nacional de Águas (ANA) estima-se que 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada nem mesmo para a irrigação de plantações. Sobram apenas 2,5% de água doce, sendo que a maior parte (69%) está concentrada nas geleiras e 30% são águas subterrâneas armazenadas em aquíferos.

Os números alertam para a necessidade de consumo inteligente e não desperdício dos recursos hídricos. No condomínio CBSK, em Itapevi (SP), entre outras soluções ambientais se destaca a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) que não utiliza nenhum produto químico em seu processo de purificação da água. Os dejetos são tratados por bactérias naturais e a água é devolvida ao rio que corre junto ao condomínio com 98% de pureza.

O condomínio logístico CBSK foi adaptado para tratar água de esgoto e gerar economia. 
Foto: Divulgação
 

"Investimos em processos sustentáveis, em primeiro lugar, pela consciência ecológica que todos devemos ter. Em segundo, precisamos tratar o nosso esgoto. Os condomínios de galpões e centros logísticos ficam geralmente afastados das áreas residenciais, onde não existe estrutura de saneamento adequada, e a melhor maneira de fazer esse tratamento é pelo processo biológico, onde conseguimos devolver a água ao meio ambiente com quase 100% de pureza, sem química", destaca o diretor da Retha, Marino Mário da Silva.

Dentro da estação de tratamento, o processo de purificação dos dejetos é feito apenas por bactérias anaeróbicas. Consiste em uma estrutura retangular de polietileno, contendo em seu interior placas termo formatadas, envolvidas em manta geotêxtil.

A estação é instalada em uma vala, tendo com base uma camada de areia grossa (mínima de 50 cm) com granulometria predefinida - semelhante a um filtro de areia reduzido.

Para alimentar este equipamento deve ser utilizado um tubo perfurado de 100 mm, posicionado no centro, possibilitando a distribuição uniforme do efluente sobre as placas. A eficiência após um tanque séptico bem dimensionado pode chegar a 98% de remoção de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO).

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