Construtora Trisul investe em reuso de água

Fazer uma boa gestão da água é um dos principais desafios da sustentabilidade. O reuso de águas cinzas, aquela proveniente de chuveiros, torneiras de banheiros e máquinas de lavar, é uma alternativa da Construtora Trisul em seu empreendimento Place Madalena. Além dessa iniciativa, os empreendimentos mais recentes de médio e alto padrão possuem certificação Aqua, que garante sustentabilidade em atividades como o reuso de água para as áreas comuns; coleta seletiva e placa solar, para citar alguns exemplos.

De acordo com o superintendente de Marketing da Construtora Trisul, Lucas Araujo, a iniciativa leva a uma economia de aproximadamente 6.650.000 litros/ano de água, já para o bolso o racionamento no empreendimento deve chegar cerca de R$ 135.600,00/ano.

Foto: divulgação

Segundo Robson Artélite dos Santos, gerente de Obras da Construtora Trisul e responsável pela operação no Expande Vila Mariana, o empreendimento trabalha com soluções e elementos sustentáveis desde a sua concepção. "É importante que a sustentabilidade esteja dentro do projeto desde o início, evitando, assim, problemas de compatibilizações na execução da obra. O reuso de águas cinzas é uma das práticas que trarão resultados positivos para os futuros moradores do empreendimento da Trisul", conta.

A principal estratégia de sustentabilidade do Place Madalena é o sistema de reaproveitamento das águas cinzas nas bacias sanitárias dos apartamentos. Segundo Robson, a água proveniente de chuveiros e lavatórios de 50% dos apartamentos passará por tratamento e será destinada ao reúso, enquanto a água cinza dos outros 50% será descartada diretamente na rede de esgoto", explica. O empreendimento possui o total de 128 apartamentos, portanto 64 unidades abastecem o sistema de águas cinzas.

Com a implantação deste sistema, o Place prevê o tratamento de cerca de 7.920.000 litros de água cinza por ano. Geralmente, o consumo da bacia sanitária é de 6 litros por descarga. Levando em conta que cada um de quatro moradores de um apartamento dão, em média, seis descargas por dia, o consumo da bacia sanitária é de 144 litros por dia – equivalente a 36 litros por pessoa. Ao fazer a conta por mês e por ano, são 4.320 litros/mês e 51.840 litros/ano por apartamento. No total, as 128 unidades do condomínio consomem 6.635.520 litros/ano de água apenas com o uso da bacia sanitária.

As tecnologias instaladas no Place Madalena ficam no subsolo do empreendimento. As águas cinzas que serão destinadas para o reuso passam por um tratamento de ultrafiltração que, de acordo com Robson, nada mais é do que um filtro de 200 micra que tem a capacidade de reter partículas e sólidos suspensos. Nesta primeira etapa é possível produzir até 1.600 litros/hora de água. O próximo passo é a osmose reversa, que se trata de um filtro muito mais fino de 30 micra – o qual produz até 1.100 litros/hora de água tratada para reuso.

É nesta segunda etapa que o tratamento vai eliminar os nutrientes que não são vistos a olhos nus. Para entender a precisão do tratamento, cada micron – singular de micra – equivale à milésima parte de um milímetro, ou seja, 0,001 milímetro. Dessa forma, as partículas sólidas maiores que 30 micra serão retidas no segundo refinamento – para se ter uma noção, um grão de areia tem em média de 200 a 500 micra, o que o torna facilmente retido pelo filtro.

"Após a finalização da água tratada, ela recebe uma quantidade de cloro para conservação e é bombeada para uma caixa d"água superior, onde alimentará as bacias sanitárias dos apartamentos", finaliza Santos. 

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