Consumo de água pode aumentar 24% até 2030, aponta relatório da ANA

A cada segundo são utilizados, em média, 2 milhões e 83 mil litros de água no Brasil ou 2.083 m³ por segundo. Em 1931 eram utilizados 131 mil litros (6,3% do uso atual) e o consumo deverá crescer 24% até 2030, superando a marca de 2,5 milhões de l/s. As informações são do Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil, elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA), que mostra um panorama das demandas pelos recursos hídricos em todos os municípios brasileiros entre 1931 e 2030.

Foto: Divulgação

O estudo explica que é considerado uso consuntivo quando a água é consumida (total ou parcialmente) no processo a que se destina, não retornando diretamente aos corpos hídricos de onde foi retirada. Além disso, o consumo de água é estimado por setor usuário e município. Agricultura irrigada, abastecimento urbano e a indústria de transformação são responsáveis por 85% das retiradas de água em corpos hídricos: 2,083 milhões de litros por segundo. Todo tipo de consumo vai se expandir nos próximos anos, com exceção do abastecimento humano rural. 

Considerando a importância de dados precisos e atualizados como insumo à garantia da segurança hídrica da população e do setor produtivo, o panorama sobre a utilização da água orienta ações de planejamento e gestão de recursos hídricos para aprimorar a infraestrutura hídrica nacional.

São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador são as três capitais que mais retiram água dos corpos hídricos. Além disso, o relatório apresenta percentuais das diferentes formas de utilização da água nos 26 estados e Distrito Federal e em cada uma das 12 regiões hidrográficas do país.

Neste levantamento a ANA também contabiliza a evaporação líquida em reservatórios artificiais, o que inclui hidrelétricas e açudes. A evaporação líquida é calculada pela diferença entre a evaporação no reservatório e a evapotranspiração que naturalmente aconteceria no local.

Segundo dados de 2017, houve evaporação líquida de 669,1 mil litros por segundo. Esse volume é aproximadamente 35% maior do que o retirado para abastecimento urbano (496,2 mil litros por segundo) e 6,8 vezes maior (99,2 mil l/s) que o consumido para esse uso. A evaporação líquida só é superada pela retirada e consumo de água para irrigação, respectivamente 1083,6 e 792,1 mil l/s.

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