Ecofuturo lança cartilha sobre a biodiversidade do Parque das Neblinas

Você sabe o que é uma espécie endêmica? E a importância da palmeira-juçara para restauração florestal? Já ouviu falar em micro orquídeas? E qual é o maior primata das Américas? Para responder a essas perguntas e apresentar outras tantas curiosidades, o Ecofuturo, organização sem fins lucrativos mantida pela Suzano, lança a cartilha “A biodiversidade no Parque das Neblinas”. O material convida o público a conhecer a grande diversidade de animais e plantas protegidos na reserva, considerada uma das Unidades de Conservação privadas do Brasil com o maior número de espécies registradas do bioma Mata Atlântica.

Mais de 1.250 espécies já foram identificadas no parque até este ano – sendo 23 delas com algum grau de ameaça à extinção –, resultado de aproximadamente 60 estudos científicos realizados desde 2002. Como destaque, há três novas descobertas: o sapinho-da-barriga-vermelha (Paratelmatobius yepiranga), o sapinho-da-garganta-preta (Adenomera ajurauna), e uma formiga que ainda está em processo de registro oficial. Há também o lambarizinho (Coptobrycon bilineatus), que não era encontrado por décadas e foi identificado nas águas do Itatinga, rio que corta o parque e que pode ser seu último habitat.

Organizada com base nas pesquisas desenvolvidas, a obra tem como objetivo compartilhar conhecimento para conservação e contribuir com programas de educação ambiental. Com texto leve e informativo, mesclando fotos e ilustrações, a cartilha apresenta a biodiversidade do Parque das Neblinas, e aborda também a relevância hidrográfica da reserva, que protege mais 477 nascentes, incluindo cerca de 50% da bacia do Itatinga.

“Ao incentivar e apoiar pesquisas científicas, o Ecofuturo aprofunda o conhecimento sobre a Mata Atlântica e sua biodiversidade. As informações são fundamentais para o aprimoramento da gestão do parque e podem servir de referência para outras áreas protegidas. Acreditamos que a cartilha é um importante instrumento para que todos, não apenas os visitantes da reserva, possam conhecer melhor a natureza, e quem sabe estreitar suas conexões e cuidados com o meio ambiente”, afirma o diretor de Sustentabilidade, Paulo Groke. 

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