Ecofuturo realiza encontro com observadores de aves no Parque das Neblinas

O Parque das Neblinas, reserva ambiental da Suzano gerida pelo Instituto Ecofuturo e localizada no alto da Serra do Mar, em Mogi das Cruzes e Bertioga (SP), foi palco de um encontro de birdwatching (em português, observação de aves) realizado pelo Ecofuturo em parceria com o Sesc Bertioga. Nos dias 9 e 10 de novembro, mais de 20 birdwatchers (observadores de aves) se reuniram na área para registrar, contemplar e fotografar as aves do local – sem interferência no seu comportamento ou no ambiente – e, em seguida, aprender técnicas de como retratá-las por meio de desenhos.

A primeira parte do encontro teve o acompanhamento da equipe do Sesc Bertioga e do Parque das Neblinas, que foi a campo junto com os participantes e os auxiliou no reconhecimento das aves. “Participaram da atividade integrantes do Clube de Observadores de Aves de Bertioga, que conta com apoio do Sesc e já identificou aproximadamente 450 espécies desde a sua criação. O convite do Ecofuturo para integrarmos o evento representa a continuidade de ações que já promovemos em apoio à prática e desejamos que o Parque das Neblinas se consolide como uma ótima opção para birdwatching na Mata Atlântica”, comenta o supervisor da Reserva Natural Sesc em Bertioga, Emerson Costa.

Foto: divulgação

Já o segundo momento contou com a presença do pintor naturalista Tomas Sigrist, que é autor de obras ilustradas como “Aves do Brasil Oriental – Guia de Bolso” e “Iconografia das Aves do Brasil – Mata Atlântica e ensinou técnicas de observação e desenho de aves para iniciantes. Tomas deu orientações de como criar esboços de aves, além de destacar que essa é uma prática acessível a todos: “É uma técnica muito fácil de ser aprendida e isso surpreende as pessoas. Além disso, observar, anotar informações e fazer esboços de animais são formas de terapia, mas também podem se tornar pesquisas científicas. Desde que bem coletados, esses dados podem auxiliar biólogos e pesquisadores. Ao longo dos anos, essa prática colaborou para a identificação de espécies raras e para o redescobrimento de aves desaparecidas”, afirmou o artista.

O evento trouxe ainda o especialista em bioacústica Gerard Baudet, francês erradicado no Brasil que ensinou sobre os diferentes tipos de cantos que as aves emitem, além de técnicas para gravação de seus sons e o manuseio de equipamentos como microfones e gravadores.

“Esperamos que, com ações como esta, os participantes possam se tornar multiplicadores do conhecimento compartilhado durante o encontro e que, cada vez mais, o Parque das Neblinas seja reconhecido como referência para o birdwatching. A reserva é rica em espécies e possui estrutura e segurança que favorecem a prática. Além ser uma atividade de baixíssimo impacto, os registros contribuem significativamente para complementar a lista de espécies já identificadas na área e, consequentemente, para a conservação”, afirma o diretor de Sustentabilidade do Instituto Ecofuturo, Paulo Groke.

Com mais de 1.250 espécies da biodiversidade identificadas nos seis mil hectares da Mata Atlântica, o Parque das Neblinas proporciona uma experiência diferenciada em meio à natureza. Os observadores que visitam a reserva têm a oportunidade de avistar algumas das 244 espécies de aves já registradas. Dessas, 25 ocorrem apenas no bioma, como a jacutinga. 

O Parque também oferece trilhas monitoradas, canoagem no rio Itatinga, área para camping e trilha de bicicleta.

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