Empresários preocupados com o futuro do planeta apostam em soluções sustentáveis

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou, no último dia 8, um estudo realizado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática das Nações Unidas (IPCC) que demonstra números muito preocupantes no que diz respeito ao crescente aquecimento global. O relatório aponta que, no ritmo atual, as temperaturas do planeta poderão ter um aumento limitado de ao menos 1,5 graus Celsius entre 2030 e 2052, para que o mundo não sofra com consequências como riscos de secas extremas, incêndios florestais, inundações causadas por tempestades e, até mesmo, a falta de alimentos para milhões de pessoas e perdas de espécies.

O documento pede que a sociedade se esforce mais e adote novas medidas na maneira como consome energia, constrói e transforma o meio ambiente, para manter a elevação da temperatura menor (1,5 graus), ao invés dos 2°C combinados nas negociações do Acordo de Paris de 2015.

Foto: divulgação

O mercado percebeu que adotar medidas sustentáveis é muito mais do que um simples diferencial. Na verdade, tornou-se uma questão de sobrevivência. Por esse motivo, o pensamento voltado para a sustentabilidade leva ao surgimento de novos modelos de negócios e grandes mudanças nas culturas empresariais que pretendem se redesenhar.

Energia renovável

A Solar 21 é pioneira no aluguel de sistema solar fotovoltaico a custo zero de investimento, prometendo redução anual de até 30% nos gastos com energia elétrica, além de se tratar de uma fonte de energia renovável e com menor impacto no meio ambiente. Com pouco mais de um ano e meio de mercado, já atua com projetos nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Brasília. No momento, a startup atende apenas empresas, mas a expectativa é que em breve o sistema de aluguel seja disponibilizado também para residências. "Observamos que a grande dificuldade para a expansão de geração de energia solar está no preço. Apesar dos incentivos fiscais, dos financiamentos e diminuição dos preços nos últimos anos, os sistemas são caros, exigindo um alto investimento inicial. O modelo de aluguel surgiu para preencher essa lacuna e alavancar o uso da energia solar no país", diz Vinicius Ferraz, co-fundador e CEO da Solar 21.

Alternativas de consumo

Fundada em 2013, a Nós e o Davi tem como objetivo desenvolver uma fralda ecológica que atenda às expectativas das mães e um produto que não agrida o meio ambiente. Normalmente, um único bebê consome cerca de 5.500 fraldas descartáveis durante os primeiros anos de vida. Todas elas vão para aterros, lixões e rios, e cada uma demora de 400 a 500 anos para se decompor. Já as fraldas ecológicas, por outro lado, podem ser reutilizadas cerca de 800 vezes e também se decompõem muito mais rápido quando descartadas. "Nosso intuito é mudar a realidade de muitas mães brasileiras, praticando o uso das fraldas ecológicas, o que torna o dia a dia mais prático sem agredir o meio ambiente" afirma a fundadora da empresa, Laís de Oliveira.

Mudanças comportamentais

A conscientização de cuidado com o meio ambiente é uma pauta recorrente – e urgente –seja nas escolas, em casa, nas ruas e, principalmente, no âmbito corporativo. A Reis Office, empresa especializada em soluções de impressão e digitalização, também se preocupa com as causas ambientais. O prédio, localizado em Guarulhos, por exemplo, conta com diversas adaptações como a instalação de painéis solares capazes de evitar a emissão de 4 toneladas de CO² anualmente, coleta de lixo reciclável, sistema de reaproveitamento da água de chuva e do ar condicionado, paredes claras e janelas amplas para maior aproveitamento da luz do dia, substituição de copos descartáveis pelos de vidro, entre outros. "É uma imensa alegria completar essa fase e ver que todos os colaboradores da Reis Office se engajaram.", explica a coordenadora de Projetos e Qualidade da Reis Office, Mariana Lima.

Mobilidade urbana e redução de poluentes

O trânsito e a poluição são problemas reais no Brasil e demandam soluções urgentes. Foi nesse cenário que os sócios Marcelo Loureiro, Guilherme Freire e Paula Nader criaram a Ride, que oferece patinetes elétricas como alternativas inteligentes para percorrer curtas distâncias. Ela funciona como outros aplicativos de locomoção, mas o diferencial é: não poluem, são silenciosas, atingem até 20 km/h e ocupam menos espaço que um carro ou uma bicicleta. Podem transitar em ciclovias, ciclofaixas e, quando necessário, até em calçadas. Além de ser uma opção acessível, é uma atividade bem divertida.

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