NeoSolar e Schneider Electric firmam parceria para fomentar eletromobilidade no Brasil

Os veículos elétricos (VEs) já se mostram como realidade bem próxima, principalmente nos EUA, Europa e China, e mesmo que demorem um pouco para se popularizarem no mundo, são um caminho sem volta, pois não representam apenas tecnologia e nova tendência em mobilidade, mas uma mudança necessária e urgente para diminuir o impacto ambiental no planeta.

Vários países como Reino Unido, França, índia e Noruega, num esforço para combater as mudanças climáticas, proibiram a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis nos próximos anos. Aqui no Brasil foi aprovado, recentemente, um plano para o mercado de automóveis chamado Rota 2030 que, dentre outras coisas, incentiva a eficiência energética e a redução de emissão de gases.

Foto: Divulgação

O mercado brasileiro ainda tem muito para desenvolver, mas há empresas pioneiras que dão um passo à frente, tanto as que se jogam nesse mercado e apresentam soluções como as que compram essas ideias e oferecem ao consumidor final. A NeoSolar Energia, por exemplo, decidiu entrar no mercado de veículos elétricos (VEs), principalmente infraestrutura, em 2016.

"Fizemos uma parceria com a Schneider Electric, que é líder no segmento de carregadores de VE e começamos a oferecer diferentes soluções relacionadas a esse mercado", conta o sócio-diretor, Raphael Pintão. Atualmente, atendemos diversos clientes: construtoras, condomínios, redes de comércio e varejo, montadoras, empresas e pessoas físicas que estão se preocupando em instalar pontos de recarga e se preparar para atender os motoristas de veículos elétricos.

Segundo Pintão, entre os desafios da eletromobilidade brasileira está o custo alto para aquisição, a pouca variedade de opções e a baixa infraestrutura para carregamento, no entanto, isso deve mudar em breve. "Os pontos comerciais tem investido muito em oferecer soluções em carregamento de veículos elétricos para o consumidor, à medida que tem observado o crescimento dessa tendência. O uso residencial também vem crescendo, principalmente em casas, e os condomínios também estão se interessando pela tecnologia", afirma. Já em relação ao custo e as opções, o sócio-diretor da Neosolar diz que até 2022 os veículos elétricos deverão custar menos que os comuns na maioria dos países e que com esta paridade econômica, o consumidor terá um interesse crescente em utilizar os veículos elétricos. "Além de ajudar o meio ambiente e estar conectado à novas tecnologias, os adeptos economizarão tempo e dinheiro - já que não precisarão mais dos postos de combustíveis. Quem aderir ao carro elétrico, dificilmente voltará para um veículo à combustão", acrescenta.

A empresa vê no setor de veículos elétricos o mesmo potencial promissor que enxergou, em 2010, na energia solar fotovoltaica. A projeção da NeoSolar é ter um crescimento de, pelo menos, 100% ao ano, nesse segmento, até 2022.

Ternium transforma sucata em aço de qualidade
ES: EDP instala posto elétrico em Cachoeiro de Itapemirim
Metrô de São Paulo abastece estações com água subterrânea
Amazônia, soberania e governança global