Projeções da CCEE indicam PLD médio em R$ 260 MWh para 2019

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apresentou, na última segunda-feira (28), análise do comportamento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) de janeiro e início de fevereiro. A piora no cenário hidrológico, iniciada no final do ano passado e confirmada em janeiro, tem impacto direto na revisão do PLD médio projetado para 2019. No submercado Sudeste/Centro-Oeste, o preço passou de R$ 142/MWh para R$ 260/MWh.

“O cenário hidrológico começou a mudar na segunda quinzena de dezembro, quando um sistema de alta pressão se instalou no país e reduziu as afluências, inclusive ao longo de janeiro, exceto no Sul, onde as chuvas ficaram concentradas. Para fevereiro, a expectativa é de ENAs abaixo da média histórica em todos os submercados, com destaque negativo para o Nordeste com afluências esperadas em apenas 18% da média, confirmando a mudança do cenário previsto”, afirma a especialista de preços da CCEE, Camila Giglio. As demais afluências são esperadas em 71% no Sudeste, 80% no Sul e em 83% no Norte.

Foto: Página Sustentável

As condições menos otimistas de hidrologia também impactaram nos níveis iniciais de armazenamento dos reservatórios do Sistema. No Sudeste, os reservatórios registraram queda de 0.3 p.p. (27,3%), e no Sul houve redução de 10.7 p.p. com níveis em 48,7%. Já no Nordeste (+2,7 p.p.) e no Norte (+1,5 p.p,), houve elevação nos níveis dos reservatórios que ficaram em 42,7% e 28,8%, respectivamente.

Os reflexos dessa conjuntura com afluências e níveis de reservatórios menos otimistas foram verificados no decorrer de janeiro, deixando o PLD médio no Sudeste/Centro-Oeste em R$ 192,10/MWh, situação mantida para a primeira semana de fevereiro com o PLD fixado em R$ 337,10/MWh no mesmo submercado.

O fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) esperado para 2019 é de 82,9% com índice em 161,6% em janeiro e em 155,2% previsto para fevereiro. Quando a projeção do MRE é ligada à repactuação do risco hidrológico, que considera a sazonalização “flat” da garantia física, aponta índices de 100,1% para janeiro e 100,5%, para o segundo mês do ano.

Já o impacto financeiro da análise do MRE, dentro do cenário hipotético de 100% de contratação da garantia física, é de R$ 22 bilhões para o ano, sendo R$ 15 bilhões referentes ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e R$ 7 bilhões ao Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Os Encargos de Serviços do Sistema (ESS), por sua vez, devem alcançar R$ 238 milhões em janeiro, sendo R$ 76 milhões por restrição elétrica e R$ 161 milhões por conta da reserva operativa de potência. Para fevereiro, há previsão de encargos em R$ 64 milhões por conta da restrição elétrica.

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