Setor de cerâmica cria iniciativa para impulsionar desenvolvimento sustentável

O Brasil desempenha um papel de liderança no mercado mundial de cerâmicas. O país é o terceiro maior produtor do mundo. A média de vendas nos últimos anos foi de 800 milhões de metros quadrados, dos quais 706 milhões foram distribuídos no mercado interno e 94 milhões de metros quadrados exportados. A nova visão estratégica setorial está alicerçada na sustentabilidade associada à inovação. A Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmicas para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer) preparou um programa, intitulado Iniciativa Anfacer + Sustentável, com o objetivo de estimular e orientar a gestão para o desenvolvimento sustentável no segmento.

De acordo com o Superintendente Anfacer, Antonio Carlos Kieling, o programa vem sendo desenvolvido desde 2016 e, além de contribuir para a melhoria da gestão das empresas, atende a demanda crescente do mercado greenbuilding, bem como contribui para uma maior participação da cerâmica brasileira no mercado internacional.

Amanda Neme é consultora técnica da Iniciativa Anfacer + Sustentável. 
Foto: Divulgação

A Iniciativa Anfacer + Sustentável utiliza duas ferramentas importantes para acelerar a iniciativa: Análise de Ciclo de Vida Setorial (ACV) e Inventário de Emissões do Setor. A ACV avalia os impactos ambientais causados pelo processo de produção do revestimento cerâmico. É uma ferramenta que considera muitos impactos, tais como a matéria-prima, fontes de energia, água, emissões de gases, resíduos e embalagens dos produtos.

"A técnica analisa o produto desde a obtenção da matéria-prima até o descarte, passando pela fabricação e pelo consumo. Com isso, será possível aperfeiçoar a gestão ambiental etomar medidas para diminuir o impacto ambiental do produto", afirma a engenheira Amanda Neme, consultora técnica da Iniciativa Anfacer + Sustentável.

O inventário de emissões, por sua vez, é uma ferramenta que permite medir suas emissões de gases de efeito estufa e tomar medidas de redução e mitigação. "Nas últimas décadas o setor alterou sua matriz energética para o gás natural, que é mais eficiente e limpo. Além de permitir uma evolução tecnológica e o aumento da produtividade. Optar pelo gás natural contribuiu para evitar a emissão de 4,6 milhões de toneladas CO2 na atmosfera. É como salvar do desmatamento uma área de florestas equivalente a 8.861 campos de futebol", explica Amanda.

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