Setor de floresta plantada do Paraná defende código

A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), que representa empresas com plantios florestais no estado, tem se posicionado contra uma possível mudança no Código Florestal Brasileiro, que reduziria as áreas de reserva legal de propriedades rurais. O texto, aprovado em 2012, determina que esse tipo de área - cujo percentual varia de 20% a 80% - não pode ser desmatado. A proposta não mudaria nas áreas de preservação permanente, como encostas de morros e nascentes de água.

"É preciso colocar em prática o código e não mudá-lo agora, quando grande parte dos produtores rurais, inclusive, já aderiu a questões como Cadastro Ambiental Rural", diz presidente da Apre, Álvaro Scheffer Junior.

Signatário do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, o Brasil assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030. Com as sugestões apresentadas no projeto essa contribuição para atingir a meta estará comprometida.

De acordo com o presidente da Apre, o setor de base florestal plantada no Paraná trabalha diariamente para ajudar a proteger a biodiversidade, o solo, os mananciais e demais recursos hídricos a partir da preservação de recursos florestais nativos, o que faz com que os processos ecológicos essenciais dos ecossistemas existentes no estado sejam mantidos. As empresas que possuem plantios florestais mantêm, atualmente, entre 700 e 750 mil hectares com ecossistemas florestais nativos no estado, e somente as associadas à Apre contribuem com aproximadamente 390 mil hectares - pouco acima de 50% do total em terras sob sua propriedade e 90% em relação à área plantada. Nessas empresas, para cada 100 hectares de florestas plantadas, mais 90 hectares são de áreas de conversação.

"A participação das nossas associadas na manutenção dos recursos florestais nativos e de sua biodiversidade no Paraná é bastante significativa. Por isso, é importante evidenciar a contribuição ambiental das associadas à Apre, principalmente por Área de Preservação Permanente (APP) e RL (Reserva Legal), o que configura um dos maiores ativos de conservação privados do estado do Paraná", destaca Scheffer Junior.

Dentre as formas de preservação e proteção ambiental estão as Áreas de Preservação Permanente (APP), as Reservas Legais (RL) e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que estão regulamentadas pelas Leis Federais 12.651, de 2012, e 9.985, de 2000. No Paraná, as RPPNs somam 259 unidades cadastradas e averbadas, o que representa 54 mil hectares de área sob conservação, distribuídas em 98 municípios. Desse total, 88% são de âmbito estadual, com 46,1 mil hectares. Os outros 6% são RPPN federais e mais 6% estão no âmbito municipal. As associadas da Apre contam com três áreas em RPPN, totalizando cerca de quatro mil hectares, ou seja, 8% do total. 

Foto: Página Sustentável

 

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