Soluções proporcionam acréscimo acima de 15% na produtividade de canaviais

O levantamento da Escola de Agricultura da Universidade de São Paulo (Usp) mostra que a temporada de chuva foi menor nessa safra, começando em outubro de 2017 com um mês de atraso, terminando no final de março. Com isso, a Esalq/Usp prevê uma queda de 10% da produtividade dos canaviais na maior parte de São Paulo, estado que mais produz cana no país.

Por outro lado, nesse mesmo período, resultados obtidos em mais de 100 mil hectares aplicados com a tecnologia Longevus, da Fertiláqua, em plantios e em soqueiras, entregaram um acréscimo de produtividade em 15%; o Longevus Planta apresentou um incremento que corresponde a 18,78 ton/ha.

Quem confirma os benefícios do produto é Ines Janegitz, gerente Agrícola da Usina Atena. "Quando pensamos em tecnologia para a agricultura, muitas vezes imaginamos máquinas e softwares, e esquecemos-nos de fatores importantes, como a construção da fertilidade do solo ou a taxa hormonal da nossa lavoura. A tecnologia Longevus tem nos proporcionado melhor performance de plantio (padronização das plantas), brotação rápida, desenvolvimento radicular profundo, disponibilidade de nutrientes e hormônios e o mais importante: aumento no TCH (Toneladas de Cana por Hectare)".

Área com Longevus Planta. Crédito/Foto: divulgação

A Usina Denusa utiliza o produto em 100% do plantio. "Tivemos a certeza que o Longevus será um dos precursores da tão esperada cana de três dígitos (produtividade acima de 100 ton/ha), com a manutenção do stand nas soqueiras e colmos mais tolerantes ao ataque de brocas (redução de 1,1%), quando obtivemos um ganho de 11 ton/ha na área aplicada com Longevus Planta", afirma o gestor de Planejamento Agrícola, Antonio Carlos de Oliveira Júnior.

Programa Longevus para revitalização de soqueira

A queda da produtividade somada aos preços baixos de açúcar e álcool nos últimos anos aumentou a dificuldade na renovação de canaviais mais velhos pela falta de recursos financeiros. A utilização do Longevus proporciona benefícios na produtividade do ciclo atual e no ciclo subsequente, podendo assim alongar o número de cortes no canavial instalado. Essa tecnologia possui baixo custo em relação à reforma do canavial, além de proporcionar um aumento médio de produtividade em 13,53 toneladas por hectare em soqueiras, pagando-se pelo investimento inicial e proporcionando alto retorno financeiro.

Em linha com essa alternativa, algumas usinas estão produzindo em média 15% a mais com o auxílio dessa tecnologia, que também proporciona melhorias nas características físicas, químicas e biológicas do solo, além de estimular o desenvolvimento do sistema radicular.

Segundo o professor Fernando Dini Andreote, do Departamento de Ciência do Solo da Esalq/Usp, a cana soca surge num ambiente restritivo microbiologicamente, processo que tende a piorar ao longo dos anos. "Qualquer estímulo a atividade microbiana nessa área, dará suporte ao melhor desempenho dos componentes vivos do solo, suprindo a planta de suas necessidades."

As áreas tratadas com a tecnologia tem mostrando grandes benefícios diretos na microbiota do solo, melhor aproveitamento de espaços por raízes das plantas e ampliação do número de cortes do canavial tratado. "As plantas conseguem otimizar o desenvolvimento e crescimento celular devido a revitalização da microbiota do solo, resultando em uma maior longevidade do canavial", esclarece o gerente de Desenvolvimento da Fertiláqua, Alan Borges.

Utilizando a solução desde o ano passado, o produtor Celso Junqueira aplicou o Longevus em uma área de mil hectares. Os resultados dessas áreas – que estão em colheita – estão sendo medidas, e até o momento, são muito positivas. "No visual, desde a aplicação do produto, nós já podemos observar um diferencial significativo no desenvolvimento da planta. Nas áreas tratadas pelo produto e que já foram colhidas, a velocidade de brotação do canavial também foi maior."

A Fertiláqua realiza visitas com consultores do setor sucroalcooleiro, juntamente com o departamento agrícola da usina, para a visualização e o acompanhamento das áreas tratadas com a Linha Longevus, para validar a consistência dos resultados em diferentes ambientes de produção. "Por meio das visitas, pudemos mostrar os resultados do uso do produto e as diferenças de desenvolvimento das plantas entre as áreas tratadas e as não tratadas. Queremos que os consultores com expertise em nutrição de plantas e fisiologistas conheçam a tecnologia e todos os benefícios que os produtos podem proporcionar ao setor de cana-de-açúcar", explica Borges.

Um dos primeiros participantes do programa foi o professor da Unesp, Carlos Alexandre Costa Crusciol, que pode ver de perto como funcionam as tecnologias - que envolvem nutrição e estímulo foliar. "O uso proporciona maior perfilhamento e número de colmos; além de um maior diâmetro e número de entrenós, com maior alongamento."

Crusciol também enfatiza como as soluções auxiliam nas folhas. "Nas áreas que receberam o Longevus, é possível notar um maior número de folhas extremamente verdes, mesmo sem a ocorrência de chuva durante um grande período. A intensidade da cor também mostra que não está acontecendo desnaturação de clorofila, logo, a planta está fazendo fotossíntese".

Ele ainda acrescenta: "Quando fazemos os cálculos – a partir dos preços que estão sendo praticados no setor canavieiro – vemos que o investimento dá um retorno garantido, com estabilidade, e o principal, verticaliza a produtividade."

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