ZAP cria ranking com melhores bairros para quem anda de bicicleta em São Paulo

A utilização da bicicleta, seja para lazer ou meio de transporte, tem crescido de forma relevante nos grandes centros brasileiros, as mudanças de interação dos moradores das cidades com o trânsito, por exemplo, impulsiona esse fenômeno. Pensando nisso, o portal imobiliário ZAP, realizou um ranking com os melhores bairros para quem utiliza a bicicleta. Nesta análise, o portal levou em conta o relevo da cidade e a oferta de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas instaladas.

Os bairros com maior destaque positivo são: Alto de Pinheiros, Chácara Santo Antônio e Vila Olímpia, eles receberam nota 100, a máxima na avaliação. Somente mais quatro bairros alcançaram notas positivas, todos estão na zona sul da capital: Moema (83), Itaim Bibi (73), Brooklin (66) e Vila Mariana (62). Para o economista do Grupo ZAP, Sérgio Castelani, esse cenário demonstra que os investimentos nessas regiões foram eficazes e que contemplam rotas relevantes: "Quando visualizamos os bairros com melhor avaliação, vemos que o relevo deles é um diferencial importante, pois são cortados por longas avenidas. Além disso, observamos que as rotas para bicicletas nesses espaços foram contempladas por reformas e investimentos na infraestrutura local".

Foto: Página Sustentável

Na pesquisa, 33 bairros tiveram nota baixa, aqueles com a pior avaliação são: Vila Maria, Lapa, Jabaquara, Campo Belo, Jardim Marajoara e Vila Mascote, todos tiveram nota zero, mostrando que o relevo não é apropriado e não existem rotas para utilização segura da bicicleta.

Por fim, outros 23 bairros tiveram uma avaliação de nível regular, entre eles, Ibirapuera (56), Barra Funda (54), Socorro (54), Bom Retiro (51) e República (48). A região sul é aquela que possui uma pontuação média maior, seguida da zona oeste, centro, leste e norte. Entre os bairros que possuem um relevo favorável, porém poucas opções, podemos destacar Lapa, Tatuapé, Campo Belo, Santo Amaro e Belém. "Isso sinaliza que é possível realizar investimentos em áreas estratégicas, aumentando a circulação das bicicletas e desafogando o trânsito", finaliza Castelani.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade de São Paulo possui 498,3 km de vias com tratamento cicloviário permanente. As maiores rotas cicloviárias são a ciclovia Parque Ecológico do Tietê, liga a região de São Miguel Paulista na zona leste de São Paulo, com a zona norte da cidade; a ciclovia do Rio Pinheiros, ligando a zona sul a zona oeste da cidade, pela margem do Rio Pinheiros; e, por fim, a ciclovia Faria Lima, que segue pela extensão completa da via, somando os dois trechos. Atualmente, existem 6.149 vagas públicas para bicicletas.

Metodologia

O estudo levou em conta o relevo e as ofertas de ciclovias/ciclofaixas/ciclorrotas instaladas na cidade, com isso, criou três classificações: muito acessível, bairros com notas entre 60 e 100; regular, bairros com notas entre 20 e 59; e pouco acessível, bairros com notas entre 0 e 19.

No quesito relevo, um ponto importante analisado foi a declividade, que é relação entre a diferença de altura entre dois pontos e a distância horizontal entre eles. Dentro deste item existem as seguintes classificações: plano (0-3%), suave ondulado (3-8%), ondulado (8-20%), forte-ondulado (20-45%), montanhoso (45-75%) e escarpado (Acima de 75%). De forma resumida, quando um terreno possui declividade de 20%, significa que a cada 100 metros percorrido, uma pessoa estaria subindo 20 m.

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