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Consumo de energia em dezembro teve aumento de 1,2%

Dados preliminares de medição coletados no mês de dezembro apontam aumento de 1,2% no consumo e de 1,5% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016.

Ao longo de dezembro, a análise indica que o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 61.533 MW médios, aumento de 1,2% na comparação com a energia consumida no mesmo período do ano passado. No Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, há queda de 2,2% no consumo, índice que leva em conta a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Ao desconsiderar a saída destas cargas na análise, o índice teria o aumento de 0,9%.

Já o consumo no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, apresenta aumento de 10,9%, número que considera o impacto das novas cargas vindas do ACR na análise. Quando esse movimento é descartado, o ACL registra incremento de 2,7%.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de metalurgia e produtos de metais (+9,5%), veículos (+9,3%) e têxtil (+7,6%) registram aumento no consumo, mesmo sem o efeito da migração na análise. No mesmo cenário sem migração, os maiores índices de retração pertencem aos segmentos químico (-5,3%), de bebidas (-3,5%), e de minerais não-metálicos (-2,9%).

A geração de energia no Sistema registra aumento de 1,5% com 64.108 MW médios entregues pelas usinas no último mês de 2017. A análise indica elevação da entrega de plantas térmicas (+30,3%) e eólicas (+19,2%). A produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, foi 6,1% inferior, quando comparada à geração no mesmo período de 2016.

O levantamento da CCEE também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em dezembro, equivalente a 79% de suas garantias físicas, ou 44.150 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 79,5%.