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Consumo de energia sobe 2,1% em setembro

Dados preliminares de medição da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), coletados em setembro, indicam aumento de 2,1% no consumo e de 1,5% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016.

Até a 4ª semana de setembro, o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 60.148 MW médios, aumento de 2,1% frente ao consumo em 2016. O consumo no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, caiu 1%, número impactado pela migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Caso esse movimento fosse desconsiderado, haveria alta de 3,3% no consumo do mercado cativo.

O Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, por sua vez, registrou incremento de 10,4% no consumo, índice calculado já com as novas cargas vindas do mercado cativo (ACR). Sem a presença dessas cargas na análise, o ACL apresentaria queda de 2,2% no consumo.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos (+7,1%), saneamento (+5,9) e têxtil (+1,9%) registraram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada. Por outro lado, os maiores índices de retração, nesse mesmo cenário, pertencem aos segmentos de bebidas (-9,7%), minerais não metálicos (-8,6%) e químico (-7%).

Já a geração de energia no Sistema registrou 62.280 MW médios de energia em setembro, montante 1,5% superior ao gerado no ano passado. Os números são impulsionados pelo aumento de 22% na geração das usinas térmicas e de 36,3% das eólicas. Já a produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas caiu 9,9% no período.

A CCEE também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em setembro, o equivalente a 62,5% de suas garantias físicas, ou 37.628 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 68,3%.