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Consumo de energia sobe em outubro

Dados coletados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicam aumento de 2,4% no consumo e de 1,8% na geração de energia elétrica no país, na comparação com outubro de 2016.

A análise indica que, em outubro, o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN somou 61.268 MW médios, aumento de 2,4% na comparação com o consumo no mesmo período do ano passado. No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, o boletim aponta elevação de 9,8% no consumo, índice que já leva em conta as novas cargas de consumidores vindas do mercado cativo (ACR). Sem a presença da migração dessas cargas na análise, o ACL teria retração de 3% no consumo.

Já a energia consumida no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, ficou praticamente estável (-0,3%), índice que reflete a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Haveria alta de 4,5% no consumo, caso tal movimento de mercado fosse desconsiderado na análise.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos (+8,1%), saneamento (+3,9%) e têxtil (+2,9%) registraram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada. Os maiores índices de retração, nesse mesmo cenário, pertencem aos segmentos químico (-6,6%), de bebidas (-5,4%) e extração de minerais metálicos (-4,6%).

Em outubro, a geração de energia no Sistema totalizou 62.957 MW médios, montante 1,8% superior à produção em 2016. O crescimento é impulsionado pelo incremento de 24,4% na geração das usinas térmicas e de 34,6% das eólicas. A geração hidráulica, que inclui grandes e Pequenas Centrais Hidrelétricas, foi 10% inferior à realizada no mesmo período do ano passado.

O estudo também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em outubro, o equivalente a 62,5% de suas garantias físicas, ou 37.784 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 68,7%.