Especialistas criam instrumentos financeiros para impulsionar a ação climática

The Lab - uma iniciativa público-privada composta por especialistas em investimentos sustentáveis de governos, instituições de financiamento do desenvolvimento e setor privado - escolheu uma nova classe de veículos de investimento para impulsionar os financiamentos tão necessários para um desenvolvimento global resiliente e baixo em carbono a partir de mais de 100 ideias submetidas a um pool competitivo. Os novos instrumentos abordam obstáculos persistentes ao investimento em energia limpa e uso sustentável da terra em países em desenvolvimento, com foco específico no Brasil e na Índia.

Com início das atividades em 2014, o The Lab já lançou 25 instrumentos financeiros que mobilizaram quase US $ 1 bilhão em investimentos sustentáveis. Entre os novos intrumentos selecionados está o Fundo de Energia Distribuída para Habitação Social. O fundo vai aumentar o acesso à energia limpa para comunidades de baixa renda no Brasil, instalando sistemas de geração solar distribuídos de propriedade de terceiros e alugando a energia gerada aos inquilinos como parte de a taxa do condomínio. Proposta por Endless AB e E-gás, o Fundo de Energia Distribuída para Habitação Social tem o potencial de gerar 155 MW de energia solar distribuída e atrair US $ 186 milhões de investimento até o final de 2024.

Crédito/Foto: Divulgação

O Solar Rooftop Solar Accelerator tem como objetivo aumentar a energia solar em telhados residenciais na Índia, arrendando sistemas de telhado solar para famílias que não possuem o histórico de crédito necessário para comprá-los e alavancando dados e tecnologia para alcançar a escala e reduzir os custos de aquisição de clientes. Proposto pela Sangam Ventures, a ideia pode auxiliar a adoção da energia solar como a solução de energia preferida no nível doméstico na Índia.

Para garatir o uso sustentável da terra, o veículo de transporte de colheita (HCV) para o financiamento de produtores de árvores de pequeno porte procura financiar pequenos agricultores para criar uma oferta de madeira mais sustentável, gerando renda para os agricultores, com um programa de criação de árvores baseado em contrato que atrai investidores de longo prazo. Proposta por Komaza, essa ideia poderia potencialmente ajudar a restaurar paisagens degradadas e reduzir a pressão sobre as florestas existentes no Quênia, e oferece oportunidades de criação de riqueza para os pequenos agricultores ao longo do período do programa de 10 a 15 anos.

A Unidade de Produtos Responsáveis também integra a nova classe de instrumentos com o intuito de aumentar a produção e a demanda do mercado para commodities livres de desmatamento e compatíveis com o Código Florestal no Brasil, focando inicialmente na soja, por meio de incentivos para plantar em terras desmatadas e degradadas. Proposta pela BVRio, a Unidade poderia acelerar o crescimento da soja de desmatamento zero na região do Cerrado do Brasil e também tem potencial para gerar uma demanda de financiamento de até US $ 3,4 bilhões, durante os cinco primeiros anos de operação.

As novas ideias do Laboratório (para impulsionar uma economia de baixo carbono) avançarão no ciclo 2018 para análise, teste, desenvolvimento, preparação e lançamento no final do ano.

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