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Leilão de energia contrata projetos renováveis com menor preço

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizou nesta quarta-feira (4) o 27º Leilão de Energia Nova (A-4) que movimentou ao todo R$ 6,74 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de 54.094.749,6/MWh de energia. O certame registrou os menores preços já negociados para usinas eólicas e solares.

Com deságio de 73,49%, os projetos eólicos foram negociados a R$ 67,60/MWh (U$ 20,43/MWh) e os solares a R$ 118,07/MWh (U$ 35,63/MWh), deságio de 62,16% frente ao preço inicial. Os menores preços já negociados até o leilão de hoje eram de R$ 97,49/MWh (U$ 29,42/MWh) para empreendimentos eólicos e de R$ 143,50/MWh (U$ 43,30/MWh) para solares.

As usinas térmicas movidas a biomassa foram vendidas a R$ 198,94/MWh (U$ 60/MWh) com deságio de 39,53%, enquanto a energia da fonte hidráulica negociada no leilão foi arrematada por R$ 198,12/MWh (U$ 59,78/MWh), contabilizando deságio de 31,92%.

No geral, o preço médio ao final das negociações foi de R$ 124,75 por MWh, com deságio de 59,07% em relação aos preços-tetos estabelecidos, representando uma economia de R$ 9,73 bilhões para os consumidores de energia.

Foram contratados 39 empreendimentos de geração, sendo 4 hidrelétricas (19,7 MW médios), 2 usinas térmicas movidas a biomassa (17,1 MW médios), 4 usinas eólicas (33,4 MW médios) e outras 29 usinas solares fotovoltaicas (228,5 MW médios), o que soma 298,7 MW médios de energia contratada. Os projetos que foram contratados totalizam 356,19 MW médios de garantia física e as usinas deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2022.

Os estados com os empreendimentos contratados foram o Ceará (14 usinas), Minas Gerais (8 usinas), Piauí (6 usinas), Bahia (4 usinas), Pernambuco (3 usinas), Rio Grande do Sul (2 usinas), Espírito Santo e Mato Grosso do Sul com uma usina em cada estado.

Participaram do certame, como compradoras da energia negociada, 17 concessionárias de distribuição com destaque para a Coelba (16,35% do total negociado), Celg (10,69% do total) e Elektro (10,45% do total negociado). Os contratos são de 30 anos para as usinas hidrelétricas na modalidade por quantidade, 20 anos para as térmicas a biomassa, eólicas e solares.