CCEE indica aumento de 2% no consumo de energia em novembro

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam aumento de 2% no consumo de energia elétrica no país, quando comparados ao mesmo período de 2017. Em novembro, o consumo no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 62.985 MWmédios, montante de energia superior aos 61.777 MW consumidos no mesmo período do ano passado.

Foto: Página Sustentável

O Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras (onde estão inseridos os consumidores residenciais, comerciais, industriais, rurais, serviços, iluminação pública e outros), registrou aumento de 1,5% no consumo, índice que leva em conta na análise a migração de consumidores para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). No cenário sem a migração, haveria incremento de 2,6% no consumo, variação influenciada pelos feriados e pelas altas temperaturas presentes este ano, na comparação com o mesmo período de 2017.

No ACL, onde as empresas compram energia diretamente dos fornecedores (consumidores de atividade industrial, comercial e serviços), o consumo cresceu 3,1% quando o movimento de agentes é incluído na análise. Há aumento de 0,4% no consumo quando as novas cargas oriundas do ACR não são consideradas.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, o setor de minerais não-metálicos (+8,4%), madeira, papel e celulose (+3,7%) e alimentício (+2,9%) foram os segmentos com maior evolução no consumo, quando a migração não é considerada na análise. Por outro lado, transportes (-3,3%), metalurgia e produtos de metal (-2,9%) e de veículos (-2,5%) apresentaram retração no consumo, dentro do mesmo cenário sem migração.

A CCEE também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), em novembro, equivalente a 78,6% de suas garantias físicas, ou 47.423 MWmédios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 86,3%.

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