CLIMA E ELEIÇÕES, NA VISÃO DE UM PESQUISADOR DA USP

Para Marco Tsuyama, do IEE-USP, no período que vai de 2000 a 2005, o Brasil figurava entre os líderes do movimento internacional pela mitigação da "crise climática que entrara definitivamente na agenda mundial com o Protocolo de Kyoto". Como lembra Tsuyama, à época o país crescia a taxas quase inéditas e programas como o Bolsa Família começavam a redistribuir um pouco da riqueza. Dez anos depois, a reversão das políticas sociais e a crise econômica se avolumam e o país patina nas questões climáticas. Para marcar esta transformação, Tsuyama usa a descoberta do pré-sal. Para ele, é como se a perspectiva da riqueza do petróleo tivesse ocupado os corações e as mentes dos governos, sem que estes se dessem conta conta da armadilha em que caíram tantos países e, principalmente, sem se darem conta do custo para a humanidade da queima de todo aquele petróleo. Mais de uma década depois, frente ao atual processo eleitoral, Tsuyama acredita que temos a oportunidade de mudar de postura em relação aos recursos naturais, "deixando de lado os sonhos megalômanos e as rinhas irresponsáveis". Tsuyama propõe uma discussão racional sobre os recursos naturais em nome da mitigação da crise climática "que não interessa a ninguém".

https://www.valor.com.br/opiniao/5713357/clima-e-eleicao

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