Corrida de elétricos à China

O governo chinês vai iniciar um regime regulatório, em 2019, para forçar as empresas que vendem carros poluentes a pagarem créditos aos que comercializam carros limpos. Para se beneficiar desse regime, a General Motors, Volkswagen, Nissan e a Tesla correm para aquele mercado.

Foto: Página Sustentável

A Volkswagen, por exemplo, planeja oferecer cerca de 30 novos modelos de baixa emissão no país, objetivando zerar o pagamento para outras montadoras. Já a americana GM pretende lançar dez novos modelos. A Nissan e a Renault já revelaram, em outubro passado, o seu elétrico para ser vendido na China em 2019. A BMW está um pouquinho atrasada e deve lançar o seu elétrico puro apenas em 2020, embora já comercialize dois híbridos no país.

Como de costume, a Tesla, tem planos bastante ambiciosos. Já comprou um terreno em Shanghai para uma fábrica que produzirá 500.000 veículos elétricos por ano. A empresa rivaliza com a chinesa BYD. Enquanto a empresa chinesa vendeu 10,9% dos quatro milhões de veículos elétricos, de janeiro a setembro deste ano, a Tesla alcançou 10,4. Em seguida, surge a Nissan com 9%. Seguem as montadoras BMW, BAIC (também chinesa), Volkswagen e GM com aproximadamente 6%. As empresas chinesas têm posição de destaque por políticas favoráveis de apoio.

A preponderância chinesa não se limita as montadoras. No que tange à infraestrutura, a China é absoluta, possuindo mais da metade dos postos de abastecimentos elétricos do mundo. Em junho deste ano, existiam cerca de 617 mil estações de abastecimento de elétricos no mundo e 341 mil estavam na China. Apenas 51,8 mil eram localizados nos EUA.

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