Crise do agronegócio europeu causada pela devastadora onda de calor deve servir de exemplo ao agronegócio brasileiro

A onda de calor que assola a Europa provoca perdas agrícolas em vários países. No Reino Unido, a perda na produção de cenouras e cebolas pode chegar a 40%. A queda na produção alemã de batatas pode chegar a 25% e a perda total do agronegócio daquele país pode chegar a US$ 1 bilhão. Na Holanda, 60% da produção de milho foi gravemente afetada. Na Dinamarca, entre 40% e 50% da colheita deve ser prejudicada, e as perdas podem chegar a US$ 944 milhões. Na Suécia, o governo já reservou mais de 120 milhões de euros para resgatar fazendeiros e 35% da produção de cereais foi perdida. O produto mais afetado parece ser o trigo. Na Rússia, país que lidera a produção e as exportações mundiais do cereal, a queda prevista na produção é de 20%, na França, de 5% e, na Alemanha, de 25%.

Foto: divulgação

Há décadas, o IPCC e a FAO-ONU alertam para as consequências dos eventos climáticos extremos associados à mudança climática, que podem causar reduções súbitas na produtividade agrícola e levar a aumentos rápidos de preços. Esperamos que os problemas agora enfrentados pelo agronegócio europeu despertem o agronegócio brasileiro, que este comece a levar a sério as previsões da ciência climática, passando a ser um aliado da conservação florestal e do investimento para a redução das suas emissões de gases de efeito estufa.

https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,altas-temperaturas-na-europa-devem-levar-a-perdas-economicas-no-setor-agricola,70002433327

https://www.valor.com.br/agro/5716635/onda-de-calor-maltrata-o-campo-europeu

http://www.fao.org/publications/sofa/2016/en/

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